02 setembro 2006

AGRADECER A PAISAGEM




2 de Setembro de 1957.
No Diário do Governo n.º 204 publica-se o decreto que cria a Reserva Ornitológica de Mindelo, a mais antiga área protegida de Portugal. A Reserva criada por acção do Prof. Santos Júnior que conseguiu juntar o apoio expresso de todos os proprietários, conseguiu resistir até hoje.
49 anos depois, é justo recordar e agradecer sem reservas aos que dedicaram tanto de si para defender este delicioso naco natural da nossa costa.
É tempo para relembrar o Prof. Santos Júnior, mas também para enaltecer a acção do Movimento PROMindelo – Pela Reserva Ornitológica de Mindelo, e dos Amigos de Mindelo.
Segundo esta organização cívica, que vem desenvolvendo um excelente e pioneiro projecto de cidadania participativa - experimentando a Agenda 21 ao nível de uma freguesia -, em Julho deste ano a Universidade do Porto entregou à Câmara Municipal de Vila do Conde o Plano Estratégico com vista ao Ordenamento e Gestão da Reserva Ornitológica de Mindelo.
O passo seguinte cabe ao Municio vilacondense, que usará o Plano como base do pedido de classificação de Área de Paisagem Protegida junto do Instituto de Conservação da Natureza. Uma vez confirmado, a Reserva Ornitológica de Mindelo passará a dispor de um novo estatuto que permitir à última área não construída no litoral do Grande Porto transformar-se novamente num refúgio natural, espaço de actividades científicas e de conservação da Natureza, de educação ambiental e ecoturismo, contribuindo para a qualidade de vida das populações.
No primeiro dia do ano que culminará com o cinquentenário da Reserva Ornitológica de Mindelo, saúdo as gentes de Vila do Conde, grato pela paisagem como bem comum..

5 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Ao mesmo tempo, o saneamento está a anos luz de abranger a maoir parte da população de Vila do Conde, já para não falar no tratamento de águas residuais.
A reserva é um oásis no meio do deserto, que são as ausências de prioridades ambientais.

02 setembro, 2006 16:38  
Blogger rouxinol de Bernardim said...

Por uma questão de princípio, há que respeitar as reservas. Mas o radicalismo fundamentalista é tão nocivo como a permissividade excessiva! No meio(ambiente) está a virtude!

03 setembro, 2006 10:57  
Anonymous Anónimo said...

Caro Arquitecto.
Cuidado com as saudações.
"As gentes de Vila do Conde" que V. Exa. saúda pela manutenção da paisagem são as mesmas que têm hipotecado a saúde, higiene e salubridade de todos os vilacondenses - vive-se na cidade e no concelho sem saneamento básico (não se conhecem etar´s, como, aliás, na vizinha Póvoa). Vive-se em Vila do Conde, pelo menos em algumas freguesias, sem água potável.
As construções na ROM têm crescido como cogumelos:
"A área da ROM tem sofrido uma pressão urbanística fortíssima. De 1958 a 2000 os terrenos urbanos e industriais aumentaram 600%, passando de 4% a 26% da área total, com um crescimento médio de 89 m2 por dia. Anteriormente estes terrenos tinham maioritariamente ocupação florestal. As zonas húmidas reduziram-se em 70%".
Enfim, as "gentes de Vila do Conde". Saudar o quê?
As gerações jovens que ainda não dependem dos favores da clique política deveriam, quando chegarem a adultos, constituir um Tribunal da Salubridade e julgar todos aqueles que, nos últimos 32 anos, têm hipotecado a sua saúde e o seu futuro.
Isso sim, seria de saudar.

03 setembro, 2006 13:11  
Blogger bravosdomindelo said...

vamos conseguir! apenas porque as gentes de vila do conde, póvoa e arredores, o querem, o merecem, e bem precisam. e porque a natureza consegue ser bem mais resistente que todos os radicais fundamentalistas que a tentam destruir, sem perceber que estao a cuspir no prato em que comem. em nome da reserva da qual sou um grao de areia, obrigado.

05 setembro, 2006 00:08  
Blogger topas said...

Cada vez mais em pior estado e desta vez a culpa é mesmo dos privados...

http://maistopas.blogspot.com/

05 setembro, 2006 23:46  

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