20 abril 2006

K7 PIRATA



As tiradas gratuitas fazem tangentes ao insulto e o Caudilho está a ficar viciado nos impropérios.
Primeiro, introduziu no tambor do revólver a esquizofrenia, a seguir a euforia mediática e a ânsia de protagonismo. Logo depois o obsceno nas actas…
Agora, faz balas de lata com a palavra leviandade.
Mais tonto que a agulha de uma bússola desesperada por não suportar o lado magnético da verdade, o Caudilho acusa a Oposição de leviandade pelo simples motivo desta ter demonstrado que a Varzim Lazer é uma dispendiosa inutilidade, que apenas serve a clientela partidária e a bolsa de oportunidade de umas senhas de presença a 249,00€ por reunião!
Com a palavra leviandade o Caudilho quer assassinar o mensageiro por não gostar da mensagem!

Depois do Caudilho, vem o Vice-Caudilho, mestre do sarilho, e dispara, também, a palavra leviandade!
Tudo porque a Oposição lhe revelou que ainda há pouco o Diário da República deu à luz o Plano de Urbanização da cidade e, ao primeiro contacto com a realidade, ele se desmoronou com a fragilidade de um baralho de cartas. A “cidade desportiva” (E14) ficou muito aquém do que era previsto, mas esgotou a sua capacidade com o Estádio Municipal, os sintéticos e o Parque de Lazer. E o Parque da Cidade, pelo seu estatuto, não poderá receber o Estádio do Varzim sem uma alteração formal ao Plano de Urbanização!
A Oposição explicou-lhe, também, que o Desenvolvimento Sustentável implica acabar com o desperdício, com o esbanjamento de recursos e com a duplicação de equipamentos que gera custos de manutenção insustentáveis.
Explicou-lhe que o Desenvolvimento Sustentável implica equilíbrio entre o volume de edificação, os espaços verdes, os equipamentos e as infra-estruturas viárias e de outras redes.
Explicou-lhe, ainda, que o Desenvolvimento Sustentável implica um novo paradigma das finanças locais, que o erário municipal tem de deixar de estar dependente do betão!
E, que tudo isso, no que se refere à Zona Norte – pejada de volumes de grandes dimensões - significa deixar de pressionar o litoral (e o Alto de Martim Vaz) com uma volumetria edificada acima do razoável; que não faz sentido justificar o excesso de construção com o fito de gerar mais dinheiro para construir outro estádio de futebol, estimado em 12.500.000 de euros, quando seria mais simples e económico adaptar o Estádio Municipal.
Tanto se criticou o excesso de estádios do Euro… E, enquanto em Milão, o AC Milan e o Inter partilham o mesmo relvado, na Póvoa corre-se o risco de ter DOIS estádios de futebol!

Por estas razões, o Vice-Caudilho, habituado aos sarilhos "dourados", atribuiu à Oposição irresponsabilidade e levianandade. Como não tem substância para argumentar, esconde-se atrás da cassete, faz ruído…levanta o pó…
Mas, será que o pirata é a cassete?

A insistir no sarilho da injúria, qualquer dia as palavras revoltam-se por serem tão mal utilizadas!

10 Comments:

Blogger UNIVERSALEX said...

K7 ,CD, DVD?não! disco de vinil partido e riscado...
leviandade? digamos antes entre "a insustentável leveza do ser" e " voando sobre um ninho de cucos"...

Uma grande cucarada me parece serem estes...ah! ah!

ou ainda mais sublime " A LARANJA MECÂNICA" ...

... Avariada!!!!IH! IH! IH!

21 abril, 2006 02:07  
Anonymous Anónimo said...

Sr. Arquitecto: obrigado pelo serviço público que nos presta. Oxalá a maioria dos meus conterrâneoos venha a pensar o mesmo nas próximas eleições.

21 abril, 2006 09:36  
Anonymous Anónimo said...

anónimko..para com essa de arqitecto...JJ é que é!

21 abril, 2006 11:14  
Blogger Manuel CD Figueiredo said...

«Leviandade» é agora a letra da «canção» da maioria PSD que por cá temos; a música é a mesma, a letra é que vai tendo o acrescento de mais um ou duas palermices, em cada dia que passa, semana de reunião camarária, ou de entrevista.
Se não é o presidente que está, para «cantar» a musiquinha, está o senhor que se segue, que «canta» de olhos fechados; e se a faladura couber a um terceiro, idem aspas, fala a voz do dono.
Conclusão: este é o discurso oficial da Câmara que temos!

21 abril, 2006 14:42  
Anonymous José Manuel Sá - JOTEME said...

Julgo que o termo "esquizofrenia" está tão vulgarizado como o "autismo". Se fosse o acusador Silva Garcia e se o visado fosse Mário de Almeida (hipótese académica) certamente já teria havido um processo judicial. Eu acusei Mário de Almeida de "crimes de lesa-economia" por não fazer concursos públicos, e foi considerado atentado à honra. Acusei-o de "mitomania" e foi termo digno de um processo judicial! Será que os detentores do poder podem agredir verbalmente os opositores e os visados não podem reagir no mesmo tom?

22 abril, 2006 10:05  
Blogger Clave said...

O que falta a este País, à beira mar plantado é "Democracia".
A Póvoa parece que é governada poa aquele senhor jardim da madeira, só que ele vai no desfile carnavalesco e os nossos vão no cicloturismo no dia 25, de resto é tudo igual, quem não a favor deles é contra eles.

22 abril, 2006 10:41  
Anonymous Anónimo said...

este Jardim das póvoa esta uzando os mesmos tiques do da madeira: o insulto, o lamber as botas dos padres-comissários politicos, o que ele precisava não era da casste ... era do cassete...

22 abril, 2006 11:36  
Anonymous Anónimo said...

O da cassete precisava era do cessetete no lombo...

22 abril, 2006 11:38  
Anonymous Zé da Aldeia said...

Era esta gente que apregoava boas maneiras, sorrisos dentífricos, palmadinhas nas costas.... Agora é, "esquizofrénicos","levianos", sei lá, é preciso ter lata! Um médico a chamar "esquizofrénico" a um adversário é muito grave:
1- Ele tem obrigação de saber que o adversário não é aquilo que lhe chama.
2- Está a usar o termo como arma de arremesso, provocando dolo, agressão à honra e ao bom nome, que são valores protegidos por Lei.
3- Mesmo que fosse "esquizofrénico", não deveria usar o termo em público pois é passível de tratamento judicial.

Enfim, este presidente anda mesmo a precisar de "tratamento", lá isso anda.

24 abril, 2006 07:09  
Blogger UNIVERSALEX said...

Tratamento eleitoral queres tu dizer zé da aldeia?

mas olha que há muitso esquisofrénicos e outros menos que tais que lhe vão dando a maioria absoluta...

vivemos num concelho de maioria masoquista... eh1 eh!..ou será num país?

25 abril, 2006 10:00  

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