23 março 2006

ALTER-ERROS OU UMBIGUISMO?



O presidente lembrou o que não existe!
Num exercício sórdido, teve o assassino propósito de magoar e de manchar a dignidade profissional do cidadão que ali estava apenas como vereador…da Oposição!
O presidente denunciou o desejo azedo que guarda no seu lado obscuro de um íntimo de breu. Quis que os astros lhe dessem motivos para poder lembrar-se de algo que pudesse matar civilmente o adversário político, e por isso cedeu à tentação de inventar uma ficção para a lembrança.
Num evento exclusivamente de natureza política, confundiu papéis e evocou a vida profissional do adversário político, para insinuar prejuízos que não demonstrou.
É triste, mas é assim: o presidente, que suspendeu o acto médico há uma dúzia de anos, serve-se de qualquer canivete para o ataque pessoal como instrumento para escamotear as fragilidades próprias.
É o que acontece quando não se suporta ouvir a verdade. É o que acontece quando se abre os olhos estremunhados diante da luz que se quer evitar a todo o custo, porque, prisioneiro do lado soporífero da vida, se constrói a alienação que mais convém.

Por falar de erros, diria, como um enfermeiro que conheci, que a diferença entre o erro de um arquitecto e o erro de um médico é que o do primeiro se ergue e o do médico se enterra!

Teremos todos a mesma coragem de fazer a nossa própria viagem introspectiva sem medo de esqueletos no armário?

5 Comments:

Blogger renato gomes pereira said...

"Por falar de erros, diria, como um enfermeiro que conheci, que a diferença entre o erro de um arquitecto e o erro de um médico é que o do primeiro se ergue e o do médico se enterra!"...


Alto Lá!


Olhe que não!


A inversa também é verdadeira...Ih!iH!

24 março, 2006 00:43  
Blogger Pacheco Ferreira said...

Excelente texto.

Parabéns e coragem.

Não há mal que sempre dure
nem bem que nunca acabe.

24 março, 2006 12:21  
Blogger renato gomes pereira said...

por falar em umbigos...

JJ fica-te bem o rosa...

vai ver o muitogrosso.blogspot.com

24 março, 2006 15:46  
Blogger Manuel CD Figueiredo said...

Sem perdão!
O presidente não pode utilizar o insulto quando lhe faltam argumentos para rebater a evidência!
O presidente não pode agredir a seriedade do adversário quando teme enfrentar a verdade!
O presidente, ao tomar tais atitudes, deve responder perante a Opinião Pública pelos caminhos ínvios que trilha.
A um tal presidente tem que se exigir a necessária responsabilidade!

24 março, 2006 19:54  
Blogger renato gomes pereira said...

JJ...
da parte das produções Pecus Malthus tens a minha solidariedade...
de resto nem sequer é preciso maninifestá-la...
Apoucar o profissionalismo de alguém, com o sentido de o prejudicar sériamente é péssimo...

Por essas e por outras é que prefiro ser "amador" enunca "profissional de teatro", como alguns "tones" que por aí andam!

Vê o meu Blog sintese:

antitudo.blogs.sapo.pt

Um abraço!

28 março, 2006 10:17  

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