05 abril 2006

NO REINO DA MACELÂNDIA




Acre, o caudilho escolheu o nível térreo dos répteis para dizer a um jornal local que “os vereadores da oposição limitam-se a propostas avulsas sem objectividade nem sustentação e têm fabricado declarações de voto que são quase obscenas”.

Assim falou, no Reino da Macelândia, tentado pelo ensaio da cegueira!
Assim falou papagueando palavras sem lhe conhecer o sentido, ou vestindo o paletó da mentira com riscas de injúria.
Por queda e vocação, repetidamente diagnostica esquizofrenia política a quem dele discorda. Mas, o acto médico estandardizado corre o risco de ser a própria obsessão esquizofrénica.
Ele bem gostaria que tocassem todos na mesma orquestra: haveria, assim, paz no reino da Macelândia! Mas, quer o Destino e queremos nós que nem todos sejam Yesman!

A alegada mentalidade sindicalista, fiscalista e de superioridade moral que o Presidente atribui à Oposição, justifica-se pelos telhados de vidro da sua política:
- funcionários municipais que trabalham 40 horas semanais e a quem pagam 35;
- trabalhadores que são coagidos a assinar declarações ilegais, com conhecimento do Vereador do Pelouro e Vice-Precidente;
- propriedades que se vendem e permanecem nas Finanças, anos a fio, registadas em nome da Câmara, com prejuízos municipais, por falta de pagamento de impostos;
- elevados aumentos dos custos de tarifas municipais sem qualquer fundamentação lógica e racional e apenas justificada por preconceitos, porque carece de aumentar as Receitas Correntes e assim aguentar as crescentes Despesas Correntes;
- horas extraordinárias em montantes escandalosamente exorbitantes (160.000 contos de reis em 2005, o equivalente a contratar mais 80 trabalhadores);
- erros na comunicação a entidades do Estado de decisões unanimemente aprovadas, com consequências que – não fora a intervenção teimosamente sindicalista, fiscalista e de superioridade moral da Oposição – poderiam ter causado uma cratera de mais de 2.000.000 de euros ao Erário Municipal, por obstinação do Vereador do Pelouro tido como uma mais valia para a equipa;
- uma empresa municipal sem nexo, dispendiosa inutilidade que serve para contentar clientelas partidárias, ao preço de cem mil euros por ano para três administradores e muitas senhas de presença para o Presidente, a 249 euros por reunião;
- permanência no Executivo dos protagonistas do Caso Dourado, directos e indirectos…sem o menor pestanejar...
E o mais que se vier a descobrir!

A História mostra que incomoda confrontar com a realidade quem prefere um buraco no chão para enfiar o toutiço!
No Reino da Macelândia, o caudilho precisa de votos, num melodramático e patético apego ao poder. Assim se move, custe o custar. É preciso iludir? Iluda-se! É preciso mentir? Minta-se! E se não basta o próprio sucesso faça-se tudo para o fracasso dos outros, nem que seja o fracasso inventado!

Um bom exercício será ler as
Actas das Reuniões de Câmara para se compreender onde estão as declarações de voto quase obscenas, a agressividade, a injúria e a vacuidade e por onde anda, realmente, a defesa do bem comum!
Caudilho é o "líder político de qualidades excepcionais". Mas, na vida, a excepção não é necessariamente positiva e muitas vezes não passa de mera ilusão. É bem certo o que li algures: “devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos!”

4 Comments:

Anonymous pecusmaltus said...

JJ a vassoura não chega...
vai ser preciso aspirador e lixadeira...

06 abril, 2006 09:30  
Anonymous universalex said...

aspirador lixadeira, creolina, detergente, e água QB...

06 abril, 2006 09:33  
Anonymous Mandachuva said...

já agora...

um pouco mais de bom senso...

...no BLoco...de Notas!

10 abril, 2006 09:15  
Blogger Manuel CD Figueiredo said...

As declarações do Dr.Vieira atingem a fasquia do não-racional: além de falsas(as propostas referidas estão escritas em acta, e por isso são públicas), são proferidas sem que mais ninguém tenha a possibilidade de as contradizer, em especial os vereadores visados.
Os poveiros já não acreditam em tais palavras e neste tipo de discurso,que já cansa de tão repetitivo, oco e ridículo.
Estamos perante um sério problema político, causado por um experimentado político que mostra ser pouco sério.

10 abril, 2006 22:43  

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