09 dezembro 2006

COM NOME, ROSTO E ALMA

foto de Jonne Roriz
1. "Na verdade, a blogosfera é a mais vibrante das expressões modernas da Ágora ateniense, esse espaço público onde os cidadãos se encontravam para discutir os assuntos que a todos diziam respeito. A blogosfera é mais democrática, mais aberta, mais plural, mais interessante e mais rica do que os espaços de debate da maioria dos meios de comunicação tradicionais, mesmo os famosos fóruns de discussão radiofónicos." Disse-o José Manuel Fernandes, director do Público e eu concordo inteiramente!
Com a blogosfera eclodiu uma pluralidade de vozes na Internet portuguesa. Tal só pode ser positivo, como é positiva a pluralidade de órgãos de comunicação social na esfera pública.
Fórum de sentimentos e de saberes, de reflexão e de debate, como em toda a praça pública a sua qualidade depende das virtudes humanas e corre o risco dos vícios e das derivas. Pela sua natureza instrumental, está eventualmente indefesa em relação à intervenção sob anonimato. Mas, não sendo um fenómeno novo, há que distinguir no anonimato, o que é apresentado com seriedade e o que se limita à insinuação, ao boato e ao insulto fácil. Se aqui o anonimato é cobarde e é usado como arma destrutiva, nos outros casos, é sobretudo o resultado de um complexo receio de exposição de quem sabe que o assunto existe, que sabe que todos sabem que existe, mas que, impossibilitado de o provar, quer chamar a atenção das consciências adormecidas. Na verdade, há ou não crimes investigados e condenados pela Justiça cujo conhecimento teve origem em denúncias anónimas?
Seja como for, diante de uma esmagadora participação identificada, convém que o sereno discernimento não confunda a Blogosfera com anonimato e muito menos com as suas expressões mais perversas.

2. Há um ano atrás, com um provérbio chinês, lancei a voz no ciberespaço: “Prefiro arrepender-me por ter errado, do que arrepender-me por não ter tentado.” Viagem sem planos preconcebidos, surgiu o Cá-70, porque na vida sempre se vai tentando.
Escolhi o dia 1 de Dezembro, simbolicamente, como expressão de liberdade e de independência. O Cá-70 surgiu responsavelmente, num fundo escuro para fazer ressaltar a cor das palavras e a luz das imagens. Nele gravei o meu rosto e o meu nome! Sem subterfúgios e com frontalidade, como sempre fui e fiz!
O meu destinatário é sempre o universo ideal das pessoas interessadas pelo “espaço público”. Por isso, mesmo quando me refiro a pessoas concretas é sobretudo àquilo que dos seus actos é do interesse público, no âmbito e na medida das funções que desempenham.
Nos meus textos pode haver irreverência, uma crítica mordaz ou apenas humor numa tentativa surrealista. Pode haver uma denúncia ou simplesmente uma constatação. Pode haver utopia e notícia de experiências ousadas que confirmam a pertinência do sonho. Pode haver um poema ou uma espada. E mesmo que alguma vez tenha registado a minha impressão sobre a expressão de um olhar, nunca me intrometi na esfera íntima e privada de ninguém!
Assim procuro estar, ser e fazer nas horas dos dias: senhor da minha vontade e escravo da minha consciência.
Na vida e aqui, tenho Rosto, tenho Nome e tenho Alma! Não me escondo...
Erros e imperfeições, por certo! Mas, serenidade e tranquilidade são dois sentimentos que a consciência me garante, mesmo no desassossego da vida que, todos os dias, nos agita.
Sei que às vezes sou incómodo, mas também me incomoda a mentira e a iniquidade!
Não estou aqui para agradar, mas para caminhar no mesmo corpo e ao mesmo tempo com os valores e os princípios que me imponho, sem calculismos, sem pressas, sem receio de fazer as rupturas inevitáveis...
E, estou de bem comigo mesmo!

3. A liberdade de expressão é um valor fundador da nossa cultura democrática. Para mim, é essencial que o Cá-70 seja um espaço de Liberdade, até para os que, escondendo-se sob a capa do anonimato, desvirtuam a realidade e tentam atingir-me com insultos cobardes.
Pela minha parte, apesar do risco dos excessos, prefiro a nossa cultura e o direito inalienável da liberdade de expressão. E prefiro os excessos de liberdade de expressão aos excessos de silêncio das sociedades totalitárias.

4. Soube pela Comunicação Social que dois cidadãos da Póvoa anunciaram ter apresentado acusações ao Ministério Público contra o blog Cá-70, alegando que “é preciso moralizar a vida pública” e que “há escritos que não podem ficar impunes porque não se fala de projectos, mas da vida privada das pessoas” (ver Póvoa Semanário, edição de 2006.11.29).
Que é preciso moralizar a vida pública, estou plenamente de acordo!
Para isso os alegadamente ofendidos devem começar por falar verdade e não inventar o que não existe. A leitura tranquila do Cá-70 confirma que, em momento algum me refiro à vida privada das pessoas. Pelo contrário, são muitos os momentos em que avanço com ideias e projectos que gostaria de ver discutidos de forma sadia e implementados com entusiasmo na nossa terra.
Para moralizar a vida pública, os alegadamente ofendidos também não deveriam ter cometido a iniquidade de meter no mesmo saco um blog que, provavelmente os incomoda pela irreverência e pela frontalidade, e outro que, atrás do anonimato desfila acusações e denuncias que os atingem pessoalmente.
Ao juntar na mesma iniciativa inquisitória quem tece opiniões com rosto e nome por baixo e desconhecidos que apontam acontecimentos sem os confirmar, os cidadãos queixosos não só assumem um comportamento imoral como atentam contra a dignidade e o bom nome do autor do blog Cá-70.
Feita deste modo reduz-se a uma indigna difamação!
Feita deste modo, tal iniciativa tem todos os condimentos de uma acção propositada. Não é inocente nem resulta de um descuido: faz parte de uma estratégia já percebida que visa bloquear a minha intervenção política, tentando intimidar-me e silenciar-me! É inequívoco que faz parte de uma operação de intoxicação da opinião pública com um objectivo claro de um assassinato de carácter. É obvio que o que está em causa não é o blog, mas o Vereador da Oposição, definido como alvo a abater.
Acantonados numa incessantemente invocada vitória eleitoral, e recusando-se a aceitar outras opiniões e visões do mundo, os cidadãos queixosos fazem desta atitude mesquinha e inadmissível a sua arma argumentativa. Recusando o debate ideológico, reduzem a nobreza da Política à vulgaridade.
Como se não bastasse, sentindo-se lesados nas suas pessoas, não usam os seus bens particulares para atacar quem os incomoda. Vestiram a sotaina da Presidência e da Vice-Presidência, já se serviram do espaço institucional da Câmara Municipal, desconhecendo-se se abusivamente se servirão do erário publico.
Estamos num país que ainda parece livre. E, se não me passa pela cabeça que seja condicionada a liberdade dos cidadãos queixosos, também não admitirei que atentem contra a minha liberdade de pensamento e de expressão. Que avancem com queixas contra mim junto do Ministério Público é um direito que a República lhes reconhece. Uma coisa é certa: não me intimidam com estes expedientes e não silenciarão a minha voz!
Haja pelo menos a decência de não usar o que é de todos para jogos palacianos e estratégias mesquinhas prenhes de tiques totalitários. Pela minha parte, para me defender destas investidas usarei os meus próprios meios!

5. “…eu só tenho medo é o mundo a passar e eu o quieto.” Aprendido de Luandido Vieira, é o recado que lhes deixo.
Determinado, não desisto, mas persisto!
Continuarei como até aqui: ciente do todo a que pertencemos e tomando as pessoas como destinatários da minha acção política, continuarei a defender um Projecto com valores éticos, assente num modelo de desenvolvimento sustentável e visando a transformação positiva da Póvoa de Varzim. Nesse desiderato, darei prioridade ao diálogo e ao debate de ideias, disponível para construir e apresentar soluções, para apoiar iniciativas com que me identifico, mas, igualmente firme, não me escusarei a fazer as rupturas inevitáveis.

16 Comments:

Blogger Marx said...

Caro Arq.,

Parabéns pelo texto. Mas, fundamentalmente, pela postura. E não apenas a de que este seu texto evidencia.

Tal como lhe manifestei algumas vezes, neste seu espaço, dúvidas sobre a sua estratégia de oposição, desejo-lhe, agora, que saiba aproveitar convenientemente esta acusação. No meu, ainda que anónimo, entendimento, ela poderá ser o embrião da sua futura victória. Que é, como saberá bem melhor do que eu, conquistada passo a passo. Algumas vezes, no entanto, deve-se saber contar com o sortilégio da ajuda do adversário. Creio que é este o momento. Que o seu texto parece, também, prenunciar.

A batalha será certamente longa e, também, crescentemente difícil. Os donos do actual poder previram-no, ao deixarem a apresentação dos maiores troféus para o final da corrida. Saiba, então, denunciar estes blufs. Os quais, tão engenhosamente montados, necessitam de superior empenhamento na sua desmontagem. Boa sorte.

09 dezembro, 2006 20:22  
Anonymous Anónimo said...

Caro arquitecto.
Cumprimentos de um cidadão do mundo que o respeita.
Só é verdadeiramente livre aquele que não tem senhores. Aquele que pensa pela própria cabeça.
Aquele que não tem peias nem freios.
Só é soberano aquele que caminha pelos próprios pés.
Está de parabéns por mais um magnífico texto, autêntico grito de soberania autêntico testemunho de cidadania.
Por mim, preferia vê-lo no PSD e não com os boys socialistas (olhe que tenho notado uma certa ausência de boys e um silêncio comprometedor da parte do Renato e restantes rapazes. Vejo nuvens no horizonte...)
Bem haja. Continue a ser uma voz livre, porque o povo português há-de vir a ter Liberdade. E Justiça. e Democracia.

09 dezembro, 2006 22:06  
Blogger Dimas Maio said...

Arquitecto Garcia:

Puxando este seu edifício para o meu campo visual, a minha despretenciosa análise tem-no por uma bela arquitectura. A elegância das linhas conjuga-se, perfeitamente, com a firmeza do vigamento.
A sua arte é perfeita.
Jamais dê azo a que a desvirtuem.
Lembre-se: a literatura é a arte das artes !
Parabéns !

10 dezembro, 2006 09:11  
Blogger José Pedro said...

Muito bem!
Não se aprende a democracia em regime totalitário, nem a liberdade na prisão. Também a responsabilidade se aprende treinando.
Creio que o direito ao anonimato se insere no campo em que se encontram o sufrágio universal e o voto secreto. Se umas vezes serve para a perpetração das acções mais escabrosas, outras, é a única via que o cidadão comum possui para a denúncia dos abusos dos que detêm o poder. Tal como a Liberdade, está aí para o bem e para o mal.

10 dezembro, 2006 14:21  
Anonymous tic tac said...

Sr. Arquitecto. Parabéns, antes de mais, pelo excelente texto. Depois, talvez seja melhor começar a pensar numa queixa-crime por denúncia caluniosa. Não precisa de jogar o euromilhões, eles levam-no até si.

10 dezembro, 2006 15:11  
Blogger CÁ FICO said...

Discordo da elegia e odes dos e aos anónimos... anónimos...O anonimato é amentiro mesmo que diga a verdade...Porque só há uma Verdade e " omitir é também mentir"...
Mas compreendo que existam anónimos e "anónimos"... aqueles que ainda se não identificaram por estratégia ou segurança das provas, e os outros que o são comodismo e oportunismo... Mas não os aceito nem auns nem aoutros... Pseudónimos sim, Um Pseudónimo não é um anónimo...Do mesmo modo que "uma alcunha" caracterisa uma pessoa e a condiciona..o pseudónimo classifica e ordena...
Anónimos são e serão sempre os Cobardes...E o que este mundo mais tem é Omissores...

10 dezembro, 2006 16:15  
Anonymous Anónimo said...

Parabéns, arquitecto.
Que nunca a caneta lhe doa para denunciar a falta de transparência e a prepotência.
Quero, no entanto, chamar-lhe a atenção para formas mais subtis de fazer crítica.
Um exemplo notável é o de João Gomes, que escrevendo va "Voz da Póvoa" de 7 do corrente que "o Executivo Municipal tem exercido a sua função de forma irrepreensível" levou os leitores a perceber, depois de conseguirem conter as gargalhadas, que o que ele pretendia era vincar o contrário, dada a a absoluta falta de correspondência do afirmado com a realidade. Excelente forma de fazer crítica, afirmamdo uma coisa para levar o leitor a perceber que a realidade é precisamente o oposto.
Mas a cróniva atinge a perfeição quamdo ele refere que o presidente da Junta "é uma pessoa correcta e nunca cometeria uma atrocidade dessas". E a atrocidade era a utilização de acções de solidariedade da Junta para fazer campanha pelo PSD.
Só que essa utilização foi tão evidente, como se pode ver num número recente do Comércio da Póvoa que ralata "O Presidente da Junta de Feguesia da Póvoa de Varzim aproveitou um magusto organizado poe aquele órgão autárquico para fazer um comíccio de ataque aos partidos da oposição".
E assim o cronista, eneltecendo o autarca por ele não ter comtetido a atrocidade, quando ele, cronista, sabe que o facto é do domínio público, leva o leitor a tomar consciência da atrocidade cometida.
Verdadeiramente notável.
Claro que este grande paladino da democracia nem sempre é bem entendido. Veja-se o que dele alguém escreveu no "povoaonline.blogspot.com": "É um medíocre".

10 dezembro, 2006 18:27  
Blogger Manuel CD Figueiredo said...

Para aqueles que violentam as consciências de quem luta pela Liberdade e pela Democracia, e com infâmia defraudam os elevados princípios da Política, este depoimento é uma Carta de Princípios que enobrece quem a declara e pratica.
Parabéns pelo texto excelente e oportuno.

10 dezembro, 2006 18:56  
Anonymous Anónimo said...

O comentador é que, provavelmente, estará mal na área do PSD. Pense nisso.
Quanto à falta de apoio do Renato, em primeiro lugar o apoio tem que ser da Comissão Política, que é um órgão colegial, embora na área do PSD isso faça muita confusão. Basta ter visto a grande entrevista de Rui Rio na RTP. Eu cortei os subsídios..., eu posso pagar a renda da sala, etc....
Depois, a Comissão Política não tem que andar todos os dias a manifestar o seu apoio aos seus vereadores. No futebol, quando uma direcção sente necessidade de publicamente manifestar o seu apoio ao treinador, é mau sinal.
Agora tem razão quanto à falta de militância. Viu-se recentemente na Filantrópica, viu-se na visita ao Mercado, viu-se na Assembleia Municipal para aprovação da taxa do IMI, como já se tinha visto na campanha eleitoral.
Vá lá que na visita ao Mercado a Imprensa foi amiga. Falava em 20 pessoas. Pelo que me apercebi, nem metade.
Aí, o Renato tem que fazer como o José Mourinho. Fazer ver às suas "primas donas" que são os militantes, com o seu empenho ou falta dele, que determinarão a composição das listas daqui a três anos.
Caso contrário, se apostar em grandes cabeças pouco dispostas a trabalhar, nada feito.
Precisa-se mais transpiração e dispensa-se, se for necessário, alguma inspiração.

10 dezembro, 2006 20:10  
Anonymous Pedro Ribeiro said...

Entendo a opinião de Cá Fico e também eu considero que muitas vezes o anonimato não passa de manifestação de cobardia, tal como já vi acontecer neste blogue. Não consigo, por outro lado, fazer uma distinção clara entre anonimato e pseudonímia, já que ambas as formas encobrem o verdadeiro autor (neste momento, posso escolher, para assinar este comentário, entre usar a minha verdadeira identidade, permanecer anónimo ou assinar José Silva, por exemplo, resultando o mesmo em qualquer uma destas duas últimas formas).
Acerca do valor do anonimato como arma dos oprimidos, atrevo-me a propor a leitura desta minha postagem, alguns dos comentários associados e a seguir também alguns dos links:
http://idolatrica.blogspot.com/2006/11/inimigos-da-internet-e-da-liberdade-de.html
Os melhores cumprimentos.

10 dezembro, 2006 22:23  
Anonymous Gonçalo Castro said...

CÁ-70, o verdadeiro blog de Escarnio e Mal Dizer...

Muito me rio ao ler este blog. Continue assim senhor garcia que ao menos os seus posts e comentários têm proporcionado muitos momentos de risota.

11 dezembro, 2006 09:46  
Anonymous ADias said...

Para Gonçalo Castro.
Sinceramente já nada me admira, mas uma pessoa que se ri de textos actuais, verdadeiros e tão brilhantemente escritos como os do Sr. Garcia, concorde ou não com o que lá está escrito, só pode ser um ignorante, mas infelizmente na nossa cidade é o que mais há, caso contrário já vivia em democracia na minha cidade.

António Dias

11 dezembro, 2006 15:31  
Anonymous Anónimo said...

Para o António Dias

É pena que o ca-70 tenha sido alvo de procedimento criminal. Desde que o processo avançou isto tem estado muito calmo. O ca-70 tem tido mais cuidado como que escreve, pois tem um processo em cima.

Mas só quem for cego é que não via a risada que muitos posts e comentários gerava.

11 dezembro, 2006 17:06  
Anonymous Anónimo said...

Há quem acha piada à própria desgraça.
Como é possível achar piada ao facto de, em pleno século XXI, um partido dito social-democrata aceitar ser dirigido por gente com este grau de intolerância e este sentido do que é democracia?
Mas o que é tragico é que existam poveiros que se comprazam em que os autarcas da sua terra se comportem como seus donos.

11 dezembro, 2006 18:23  
Anonymous L.Marques said...

Uma coisa é certa: os socialistas da Póvoa já deram mais do que exemplos de que não são solidários entre si!Veja-se o que se passou nas últimas eleições autárquicas: é evidente que muitos fizeram a cama aos candidatos!
Alguém acredita que no PSD se ficaria quieto perante a investida dos adversários contra algum dos seus vereadores?

11 dezembro, 2006 18:41  
Blogger rouxinol de Bernardim said...

Caro Max:

Na tropa pratiquei judo. Há que aproveitar o impulso excessivo do adversário para o projectar no solo devido a esse excesso.

É o que o arq. Silva Garcia deve fazer.

Atiram-se a ele como hienas esfomeadas, julgando esquartejá-lo com uma sanha persecutória que atinge as raias do caricato. É uma tentativa de INTIMIDAÇÃO...

É óbvio que há juízes que poderão considerar certos termos ofensivos
(ou "excessivos"...), está no seu livre arbítrio; mas o direito "à indignação", quando os factos perpetrados pelos tenentes do poder são de molde a justificarem uma linguagem compatível com os actos, é sagrado. Disse-o Mário Soares muitas vezes...

Preciso é que estas INTIMIDAÇÕES sejam entendidas pela população. E na Póvoa as pessoas não são lorpas. Já viram que o poder usa o "salto em frente" para lançar poeira para os olhos. Já detectaram que a "porca começa a torcer o rabo"...

Há que confiar na sagacidade e no discernimento da gente desta Póvoa do Mar que está fartinha de ver sempre os mesmos a engordar, engordar, como a rã da fábula...

18 dezembro, 2006 17:31  

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