23 outubro 2006

VIAGEM AO MUNDO EM 80 HOMENS



“ Imagine um mundo:

- onde uma rede de hospitais rentáveis cuida gratuitamente de dois terços dos seus pacientes e utiliza próteses medicinais cinquenta vezes menos caras do que as próteses habituais…
- onde a rede de transportes públicos da cidade é de tal modo alargada, agradável e eficaz que só é necessário usar carro algumas horas por ano. Além disso, esse carro é duas vezes mais económico na energia e só é pago quando se utiliza…
- onde um empreendedor explora centenas de milhares de florestas para abastecer de madeira a superpotência de amanhã, sem pôr em perigo a biodiversidade do seu país…
- onde o imóvel onde o leitor trabalha ou vive produz mais energia do que a que consome. Não precisa de nenhum sistema de aquecimento ou de ar condicionado, quer seja no Natal quer no mês de Julho…
- onde as embalagens dos produtos que consome todos os dias já não se acumulam nos solos ou nos rios mas alimentam-nos degradando-se sem perigo para a sua saúde e para a dos seus filhos…
- onde um banco permite a três quartos dos seus clientes sair de uma situação de extrema pobreza, continuando a ser perfeitamente rentável…
- onde a agricultura biológica produz um rendimento mais elevado aos agricultores, oferecendo-lhes rendimentos equivalentes ou superiores aos da agricultura intensiva…
- onde a industria química não mede os seus resultados pelo número de toneladas das matérias nocivas vendidas, mas pelos serviços prestados, a um custo inferior para o ecossistema e para a saúde humana…
- onde um estilista lunático, recusando a moda das deslocalizações, faz da sua empresa um dos líderes do mercado de t-shirts, pagando aos seus empregados duas vezes o salário mínimo.”

Utopias?
Este mundo existe, Sylvain Darnil e Mathieu Le Roux percorreram-no.
Estas iniciativas existem, eles estudaram-nas.
Estes empresários existem, eles encontraram-nos.

Eu descobri-os seguindo a rota do sonho página a página tornado realidade, dobrando cada folha de um livro fascinante que um amigo me recomendou. Uma viagem ao mundo em oitenta homens, que é urgente ler, “porque os problemas do mundo não podem ser resolvidos por cépticos ou por cínicos cujos horizontes se limitam às realidades evidentes. Temos necessidade de homens capazes de imaginar o que nunca existiu”, como pretendia John F. Kennedy.

Domingo, 22 de Outubro. Em Lisboa encontrei “80 homens para mudar o mundo”, dos francese Sylvain Darnil e Mathieu Le Roux, editado pela Âmbar…

Noção surgida em 1987 na ONU, elaborada pela comissão Brundtland (nome de um antigo primeiro ministro norueguês), o Desenvolvimento Sustentável é possível!

17 Comments:

Blogger UNIVERSALEX said...

pois sim Silva Garcia..è possivel fazer isso e até muito mais..mas não com ossistemas económicos preconizados pelas sumidades económicas e até os prémios nobeis..- em suma os economistas...!
eles concebem grandes sistemas tecnocráticos, onde o lucro é sempre deuma qualquer entidade financeira ou monetária, que é onde eles tem os lucros,sejam de juros, rendas ou salários, para já não falar de outras prebendas...
OS SISTEMAS ECOnÓMICOS...aí está achave da questão...Não tem aver com a Riqueza das Nações (adam Smith-liberalismo)...A questão não é nem de distribuição ou redistribuição da riqueza, mas sim de controle da produção e dos meios de produção...
"deixem os pobres trabalhar".. deem-lhes terras ferteis, e alfaias agricolas...Criem novas cidades ..ofereçam locias para construirem casas e habitações unifamiliares... abandonem o conceito de construção em altura...procurem meios alternativos ao automóvel..e aos estacionamentos noas cidades...

24 outubro, 2006 09:52  
Blogger rouxinol de Bernardim said...

Quantas vezes a utopia de hoje não é a realidade de amanhã?

Já dizia Gedeão: "O sonho comanda a vida... e o mundo pula e avança
como bola colorida nas mãos de uma criança"...

Também há economistas com capacidade de sonhar...

24 outubro, 2006 18:40  
Blogger CÁ FICO said...

Rouxinol.. acredito que existam homens que são economistas também e que sonham ( no sentido dom Prof. Rómulo de Carvalho)mas para issodeixam de ser economistas...contabilistas!...
Se a vida fosse isso.. tnhamos nascido com caixa registadora...
eh!eh!.. Seriamos um número fraccionado( não inteiro), com algumas virgulas e "cifrões" e era esse o único valor que... que contava

27 outubro, 2006 11:24  
Anonymous Anónimo said...

veja isto e diga se ha moral etica na vossa zona comente
http://www.dgsi.pt/jtcn.nsf/0/0b520bc4ddc97e53802570ff00394a8a?OpenDocument

27 outubro, 2006 13:17  
Anonymous MMB du Bocage said...

Ó Universalex/Cá Fico,

Você deve ter um trauma qualquer com números, pá! Por tudo e por nada põe-se a fazer comparações existenciais sobre o Diabo, que no seu caso parecem ser os Contabilistas que depois Você confunde com Economistas!!!

É natural que o seu traume não permite que Você reflita nisto, mas mesmo assim arrisco a informá-lo que a Economia é uma ciência dita do ramos das "Humanas".

Tente lá não incluir coisas sérias no arrazoado de asneiras em que Você costuma ser pródigo!

27 outubro, 2006 14:58  
Blogger rouxinol de Bernardim said...

Caro Cá Fico:

Julgo que está sintonizado noutra "onda" que não a minha.

Já ouviu falar no conceito de "Homem Integral"?, como o idealizava António Sérgio?

Hoje em dia a estanquicidade é perniciosa. Há que ter uma visão ampla da realidade. Votei para as presidenciais em Alegre e não em Cavaco porque admiro a visão global do poeta. Mas reconheço o mérito de Cavaco como economista.

Todavia, é preciso ir "mais além"...
É preciso "sonhar", ter visão abrangente das realidades e saber aprofundar os défices: não só o meramente contabilístico, mas também o democrático (aqui na Póvoa ele existe...), o cultural, o ético, o teleológico...

Um político que não possua esta visão abrangente, panorâmica, estruturante, não terá condições para rasgar novos horizontes, abrir novas alamedas, encetar novas abordagens prospectivas em prol de uma sociedade mais sã, mais justa, mais racional em todos os parâmetros.

Por isso, e por muito mais, é que considero Silva Garcia o homem ideal para substituír o já gasto e pouco inovador Macedo Vieira, por isso é que entendo que a Póvoa merece entrar noutra "onda": a onda do progresso sustentado e ecologicamente salutar, numa "onda" de renovação de mentalidades e de metodologias de acção, erradicando-se de vez a erva daninha de um nepotismo caciqueiro que violenta as mais elementares regras de convivência cívica. O "sonho" já entrou na "alma poveira" e não sairá jamais...

27 outubro, 2006 15:46  
Blogger CÁ FICO said...

mmb du bocage...
...antes demais nada o "insulto" não é "arma de fortes"...

Qual trauma por números...por os entender bem demais é que falo...

qual confusão entre economistas e contabilistas... São estes os culpados da Crise Universal ( não confunda com a do universalex..eh!eh1) e sequer um exemplo à estala mundial analise o caso ENRON dos EEUU .. e veja como se subverte a linguagem dos números "contábeis"...Sei do que falo! E melhor estariam as Economias Nacionais do Mundo, sem "economistas e contabilistas"...sabe o que é em última instância uma bolsa de valores? (O CAIXA GERAL...Ah!Ah!)

Rouxinol

Li em tempos alguam coisa sobre António Sérgio, sobre quem já publiquei em tempos algumas páginas..mas o que mais me fascina nas ideias deixadas é o COOPERATIVISMO...Vejo no cooperativismo de Sérgio um conceito muito próximo da entre ajuda...essa ideia que também se vê no "matemático" BENTO DE JESUS CARAÇA".. A SIMPLICIDADE DAS COISAS, em vez da complexidade dos conceitos...
Existir e viver.. Simplificar em vez de complicar a vida de todos e de cada um!

27 outubro, 2006 18:45  
Blogger rouxinol de Bernardim said...

Cá Fico:

Não concordo com o seu radicalismo.
Há economistas e há economistas... Há engenharia financeira e há criatividade em excesso, adulterando-se de forma socialmente ilegítima a realidade para gerar proveitos ilícitos a alguns e prejuízos a outros.
Agora que há práticas de racionalidade económica que devem ser seguidas, isso há. Que os mentores das unidades económicas as sigam ou não depende muito da permissividade do "Sistema". Daí a necessidade de dar coercitividade a certos normativos a fim de se evitar o risco veiculado pelo slogan: A corrupção (crime) compensa!

Veja a Madeira!

Apareceu alguém com mão firme e estancou aquela "sanguessuga" que, de vitimização em vitimização, ia violentando todas as regras, degradando de forma altamente lesiva o conceito de equidade nacional, gerando injustiças a vários âmbitos.

É preciso ter os pés bem assentes na terra e "sonhar" com um país mais justo, mais equitativo, mais respeitador da legalidade, onde o império da lei se sobreponha ao império do caciquismo de "coroneis" sem princípios mas ávidos de protagonismos e de ascensão financeira rápida, na volúpia de um poder promiscuo e sem resquícios de ética.

"Sonhar" é preciso!
"Navegar é preciso", como diria Pessoa...

Naveguemos então ao mar largo da transparência, da legalidade e do progresso balizado em princípios sãos e eco-sustentados.

28 outubro, 2006 08:29  
Blogger CÁ 70 said...

Caros Amigos

Também acho que em vez de verdadeiros Economistas, estamos cercados por E-COME-MAMISTAS ou de E-COME-MISTAS...como diz um amigo meu...

mas, por exemplo, MUHAMMAD YUNUS é um ECONOMISTA...coloca os seus conhecimentos técnicos, a sua sabedoria e a sua energia não ao serviço do Capital e da exploração do Homem,mas da elinação da pobreza e da dignificação dos seres humanos...

Provavelmente o que há a fazer é combater essa mentalidade que nos leva a todos, muitas vezes, a validar com as nossas acções, conscientes ou não, o actual modelo economico e social fundado no poder do dinheiro...

28 outubro, 2006 09:37  
Anonymous MMB du Bocage said...

Ó Meus Amigos,

Estou a ver que o trauma afinal é colectivo. Pensava eu que havia economistas e economistas, contabilistas e contabilistas, arquitectos e arquitectos, engenheiros e engenheiros, idiotas e idiotas e por aí adiante... Sendo isto uma evidência tão clara que não haveria necessidade de perder muito tempo com isso.

28 outubro, 2006 11:51  
Anonymous Luis Freitas said...

Fica-nos, porém, a certeza de que o usurpador do nome do Bocage não tem nenhum trauma. POdemos ficar sossegados!

Luis Freitas

28 outubro, 2006 13:20  
Blogger rouxinol de Bernardim said...

Amigos:

Este Post é excelente!

CÁ FICO:

Acho que lhe cerceie em bom senso o que lhe sobra de voluntarismo e agressividade. Estas afirmações por si vertidas, usadas em campanha eleitoral por adversários astutos, são por si só um atestado de "morte política".

Atacar de forma radical "Economistas", "Contabilistas" e até "Poetas" é de um "nonsense" e de uma falta de tacto a toda a prova.

Quem é o economista que não se melindra com tais afirmações? Quem é o contabilista que não fica de pé atrás perante tão destrambelhadas posturas?

Um País que tem como símbolo-mor um poeta (Luís de Camões) aceitará, de bom grado, tal alfinetada ?
Há que ter prudência e bom senso na linguagem.

O prémio nobel da Paz é economista, mas, há muitos que aprofundam esta ciência Humana (como frisou atrás um sensato comentador...) de forma a criar mais justiça social, mais equidade, mais bondade na gestão da coisa pública...

É claro que há "douradas" excepções à regra. Mas não podemos confundir um arbusto com a floresta!


Que o sol do bom senso lance os seus raios sobre obnubiladas mentes!...

30 outubro, 2006 11:37  
Blogger UNIVERSALEX said...

Rouxinol...
Terei que responder às tuas glosas?
Nunca disse mal de Poetas!Antes pelo contrário...Rimadores há-os aos milhentos, poetas há poucos...em relação aos demais
consultem os moderados O cáfico que estão lá as respostas...

Sou Politico sim e não tenho medo dasd alfinetadas que dou...pois são a mais pura Verdade...

Da teoria à prática vai uma grande distância:
Logo nenhum economista cria fortuna
nem nenhum contabilista conta dinheiro só seu...

30 outubro, 2006 16:25  
Blogger UNIVERSALEX said...

mmbocage e rouxinol

concordam comigo economistas, contabilistas e fiscalistas...


...Tributação ou Fiscalidade não é Contabilidade ou Economia…

Muita gente confunde estas Três coisas e deixa na mão de Contabilistas ou Economistas os assuntos Tributários ou Fiscais…

Estas questões fiscais ou Tributárias são mais da área do Direito do que da Economia ou da Contabilidade…Quem não entender isto subverte a coisa…É como se havendo necessidade de varrer a casa se dissesse à vassoura (contador) para o fazer e ao apanhador (economista) para recolher o lixo…Mas a questão é que é necessário que alguém( Jurista/Fiscalista) que coordene a vassoura e o apanhador, com os demais utensílios e funções capazes de uma eficaz varredura!

Vamos tentar demonstar melhor com aquele celebre exemplo a respeito da Evasão ao Imposto (remoção) do Prof. Teixeira Ribeiro:

Um explicador dava lições durante 6 horas/dia, descansando 18 horas/dia ganhando 200 contos…lançando o Estado um imposto de 10% .passou o explicador a ganhar só 180 contos…logo diminuindo - lhe o custo médio das suas horas de ócio, pelo o seu ócio ficou por cada hora mais barato 10 %… (isto aos olhos de um contabilista ou de um economista) … mas repare-se que a descida do custo do descanso do trabalhador não significa o aumento do rendimento rendimento real do explicador, antes pelo contrário…
Qual vai ser a repercussão?

30 outubro, 2006 17:28  
Anonymous MMB du Bocage said...

Ó CAFICO/UNIVERSALEX e SABESELÁMAISOQUÊ,

Eu até já tinha dado por terminada a contenda, que é o que faço quando percebo que o que está em jogo não vale a disputa, mas dada a insistência repito o que disse antes, ou seja: há economistas e economistas, há idiotas e idiotas... Ponto Final!!!

31 outubro, 2006 12:36  
Anonymous Anónimo said...

contenda? Onde? ah! na avenida mouzinho...percebo mmbb!!!
até aqui que batias nos mais pequenos estavas contente...Agora que apanghas-te já queres desistir? Seja...
A "vingança" é a arma dos escravos e dos fracos!...

31 outubro, 2006 20:03  
Blogger rouxinol de Bernardim said...

CÁ FICO:

Está a misturar a bota com a perdigota!

Atrás disse que os "economistas e contabilistas" eram os responsáveis da "crise Universal"!!!

Agora vem falar em Economia, Contabilidade e subordiná-las
(por seu livre arbítrio) à fiscalidade (e/ou tributação).
Esquece que os economistas têm no ambito do seu curriculum, a fiscalidade.

Afinal segundo a sua "lógica" eivada de um maniqueísmo simplista, os "economistas" e os "contabilistas" são os "maus da fita"... enquanto que por obra e graça de um espírito qualquer, surgem os "fiscalistas" a dar o toque de "bondade" à coisa...

Concluo com o que disse o "Bocage" na sua última intervenção...

03 novembro, 2006 11:26  

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