25 abril 2010

O QUE NÃO FAZ FALTA...



Esta é uma análise exclusivamente política, indispensável neste 25 de Abril de 2010.

O recurso à distorção do que é objectivo é a arma e a névoa que serve a quem não quer ver e não quer que se veja!
Por isso, por mais que me movam apenas valores e princípios, sei que vou ser mal interpretado.
Mas o assunto não é de natureza pessoal, e interessa a todos. Por isso prossigo!
Adiante.

Soubemos pelo Público do dia vinte, que a administração do Hospital de São João, alargou a sua gestão a este Hospital, dando o primeiro passo com vista à criação de um novo centro hospitalar.
“ Para além de António Ferreira, a nova administração do Hospital de Valongo conta com a enfermeira directora do Hospital de São João, Euridice Portela, e o advogado Renato Garrido Matos, que nas últimas eleições autárquicas defrontou Macedo Vieira (PSD) na Câmara da Póvoa de Varzim, alcançando o melhor resultado de sempre para o PS naquele concelho”, lê-se no PÚBLICO.

Renato Matos, líder do PS da Póvoa até há poucos dias e actual Vereador da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, eleito nas listas do Partido Socialista, foi nomeado para a Administração do Hospital de Valongo, sector assaz complexo que, provavelmente, exige o domínio de conhecimentos e sensibilidades específicas e experiência. E não apenas experiência política. Mesmo que a falta de formação específica e de experiência comprovada seja cada vez menos relevante nos tempos que correm, quando vale muito mais a utilidade política e há quem saiba fazer-se útil. Se assim não fosse, Rui Pedro Soares não teria sido nomeado para a PT.

Renato já esteve no Governo Civil do Porto, onde a nomeação terá sido mesmo por causa de proximidades e para funções políticas. Independentemente de qualquer mérito profissional, pelo menos isso tinha algum sentido.
Agora, tudo leva a crer que também foi nomeado na mesma lógica político-partidária. Neste caso, ao sê-lo para a administração de uma empresa do Estado, que exige mais do que um rosto num cartaz, num sector tão sensível como o da saúde, e, sobretudo, ao aceitar a nomeação, é dar um tiro no pé que desconstrói e arrasa as denúncias que vem justamente fazendo na Póvoa de Varzim, quanto à forma como a maioria PSD vai incorporando pessoas próximas do partido na estrutura orgânica municipal.

Ainda me lembro da conferência de imprensa realizada em
Maio de 2006 pelo Partido Socialista a denunciar a existência de contratações na Câmara da Póvoa onde, segundo Renato Matos, “saltam à vista os compadrios, o amiguismo, quer por razões familiares, quer por filiações partidárias”. Os contemplados teriam sido, dessa vez: “uma familiar do Presidente da Câmara, uma familiar directa do Mandatário da Candidatura do PSD nas últimas eleições autárquicas, a filha de um funcionário da Câmara bastante influente na estrutura do PSD local e casada com um membro da Comissão Política Concelhia do PSD da Póvoa, a esposa de um funcionário da Câmara também ele membro do PSD local e secretário de uma Junta de Freguesia do PSD no concelho e um militante do PSD local e ex-presidente da JSD local”, lia-se à época numa edição do Público.
Por cá todos sabemos que o PSD fomenta clientelas políticas e que vai agravando a despesa municipal com contratações por justificar, beneficiando pessoas próximas do aparelho partidário. Denunciamos isso mesmo e Renato agora consegue comprovar que, a outro nível, a cumplicidade partidária compensa.
Mas, a sua nomeação para a administração do Hospital de Valongo repete apenas o que se passa no país! Assim vai a nossa Democracia, e assim continuam a enviesar-se os caminhos dentro do Partido Socialista.
Digo o que vai na mente de muitos e de alguns que não têm coragem de o dizer deste modo. Não havendo evidentemente nada de pessoal nisto, move-me perplexidade e o facto de estar à esquerda da indiferença.
De qualquer modo, é provável que serei desancado pelos indefectíveis de serviço.
Um dia ouvia alguém afirmar num programa de rádio que eu era muito honesto e tecnicamente competente, mas que não era político! Nesse dia ficou definitivamente confirmado que o tal político que precisavam não era para resolver questões concretas dos cidadãos, mas para mover-se serpenteando habilmente nos jogos do poder. Foi por essas e por outras que, pelos meus próprios pés, acabei por renunciar ao mandato de Vereador e, por vontade própria, faço ainda a travessia do deserto.
Pelos valores em que acredito e pela coerência com o conteúdo das lutas que travei em nome de um projecto socialista para a sociedade portuguesa e para a Póvoa, continuo a estar indisponível para os jogos palacianos!
E não contem comigo para pactuar com um sistema que suporta um selecto grupo de gente indispensabilíssima devido àquela coisa obscena das “quotas político partidárias” que distribui lugares nas empresas públicas ou nas empresas privadas com ligações privilegiadas ao poder político!

Cumprimentei Renato Matos com gosto, pelo recente êxito nas eleições autárquicas!
Este não é, de todo, um momento para lhe dar parabéns
!



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22 Comments:

Blogger RENATOGOMESPEREIRA said...

A vida é cheia de surpresas e contradições... obrigado JJ pela frontalidade...

25 abril, 2010 23:59  
Anonymous Francisco G. said...

A baixa política tem estas ironias. Hoje Aires Pereira tem no arq Silva Garcia um aliado!?!?

Afinal se fosse outra pessoa qualquer a ser nomeada, ainda que desconhecida, estaria tudo bem, mas como é o Renato Matos já não concorda?!
Porquê que não concorda? Renato Matos é incompetente?
Se é incompetente porque o apoiou nas últimas eleições autárquicas?

É incompetente para administrar um hospital mas já é competente para governar a CMPV??

"se fosse eu não aceitava"... a sua altivez moral com que se posiciona perante os outros, revela um pedestal muito frágil e este post transborda de incómodo incontrolado pelo bom resultado do Renato Matos nas últimas autárquicas.

Francisco
Póvoa de Varzim

26 abril, 2010 02:34  
Anonymous Anónimo said...

Confesso que gostaria que Renato Matos cumprisse, em exclusivo, o seu mandato na Câmara da Póvoa. Foi esse o voto que os poveiros lhe deram, não por ser ele o candidato, mas apenas como protesto contra a má gestão de Macedo Vieira. Convenhamos: o povo não sabe quem é Renato Matos.
Por esse motivo também gostava que o Arquitecto se candidatasse em 2013.

26 abril, 2010 09:11  
Blogger J.J.SILVA GARCIA said...

Ora cá está a distorção das coisas e a agressão, tal como esperava!
Senhor Francisco G. (por cero um nome falso) não perderei tempo a explicar-lhe porque é que, política baixa é o que você está a fazer, nem porque é que nunca fui ou serei aliado de Aires Pereira.
O meu dedo apontou a lua. Era bom que olhasse para a lua e não para o dedo.
O essencial é, no plano funcional da prestação de um serviço público, a existência de formação específica e de experiência comprovada. O cartão partidário não chega se queremos uma sociedade democrática e de excelência.
O essencial é também a contradição: como pode um actor político reclamar contra os compadrios e o amiguismo, quer por razões familiares, quer por filiações partidárias, praticado pelos seus adversários e seguir e servir-se da mesma receita quando se trata do seu interesse pessoal? Onde fica a credibilidade política? Em que é que isso é bom para o seu partido?
Por fim, é claro que eu não aceitaria a nomeação para um emprego apenas por mérito partidário. Não é uma questão de altivez moral! É um princípio ético basilar!
Se o Francisco G não compreende isso, não poderei fazer nada por si!

26 abril, 2010 09:19  
Anonymous Anónimo said...

o arqui. se concorrer em 2013 terá o meu voto e se calhar o PS teria mais votação a ver vamos!!! ne que seja um grupo de cidadãos pela povo sem partido nenhum!!!! ai dou a cara!!!

26 abril, 2010 17:46  
Blogger rouxinol de Bernardim said...

Meu caro Arq Silva Garcia,

Não posso concordar com algumas alfunetadas aqui vertidas com a sua habitual perspicácia e sageza.

Sabe-se que hoje em dia as pessoas não são estanques, monolíticas, não têm da cultura e do saber uma perspectiva estreita e redutora. Qualquer advogado adquire ao longo dos anos, valências cognitivas que lhe permitem dominar outros compartimentos. Se se cultivar e for curioso, tem as traves mestras que lhe permitem navegar para outras áreas. E com sucesso.
Veja-se o currículo do actual PGR (Dr Pinto Monteiro) e comparem-se os diversos «santuarios» onde já pontificou.

Se um arquitecto pode ou não gerir um jornal ou um hospital, tudo depende da forma como tiver cultivado o seu afã cognitivo.

Já tivemos ministros da saúde que não eram médicos. A gestão é hoje em dia um conglomerado de saberes oriundos de diversas áreas que confluem para um objectivo comum: a coordenação e controlo de interesses e valências capazes de gerarem boas expectativas e eficazes opções nos domínios em questão.
Tudo depende dos recursos humanos disponíveis, da ambiência e disponibilidade desses recursos para congregarem esforços no sentido de se optimizarem aptidões visando uma racionalidade e um pragmatismo cada vez mais sofisticado.

Creio que o Dr Renato Matos terá uma tarefa mais simplificada se se souber (e puder) rodear de elementos capazes, com paixão e motivação acrescida, criando sinergias positivas e alavancando perfomances em todos os segmentos profissionais sob a sua égide.

Gerir, hoje em dia, não é tarefa de sábios com conhecimentos enciclopédicos, mas acima de tudo, de bons coordenadores, de gante com flexibilidade e talento para co-mandar na plena acepção do termo.

Infelizmente vemos muitos (e cada vez mais) mandantes, e, cada vez menos, co-mandantes.

Faço vatos que o nosso amigo Dr Remnato Matos saiba e possa ser um bom CO-MANDANTE.

27 abril, 2010 09:15  
Anonymous Anónimo said...

Parabéns pela frontalidade, e até coragem, com que aborda o assunto. Realmente Renato Matos fica completamente descridibilizado com este comportamento. Se é que já não o estava ao ter procurado a nomeação para o Conselho Superior de Magistratura. Como é que alguém sem as competências necessárias para o exercício destas funções, praticamente ainda sem experiência profissional, pouca experiência de vida que lhe dê a maturiddae necessária para a participação nestes órgãos, tem a coragem de aceitar estas responsabilidades, depois de ter feito as críticas que fez ao Dr. Macedo Vieira e à maioria PSD na Câmara quanto aos "tachos" para os detentores de cartão laranja?
A questão não é se aceitou ou não (infelizmente são mais que muitos os casos como este). A questão é tê-lo feito depois das posições que assumiu no passado recente, relativamente a outros com cartão de cor diferente.
Fica também clara a razão de não se ter recandidatado à presidência da concelhia do PS. Já não tinha tempo... foi apenas isso.
É pena que com isto arraste o PS local para o memso pântano.

27 abril, 2010 12:10  
Blogger RENATOGOMESPEREIRA said...

Manuela Ferreira Leite , não mentiu.." desverdadiu "!!!!

JJ... não gastes o teu latim com anónimos...são "laranjinhas"..andam à "babugem"...não tem acoragem de dar um email ou uma identificação...

27 abril, 2010 14:28  
Anonymous Ricardo (Aver-o-mar) said...

Caro Arq JJSG,
Não posso deixar de considerar este seu post precipitado e inusitado.

As pessoas devem ser avaliadas pela sua competência em função dos resultados, não em função da sua filiação partidária.

Isto vale para qualquer pessoa, independentemente de ser apartidário, militante do partido A ou B.

A avaliação do trabalho do Dr Renato Matos será feita no fim, pelos seus resultados e não a priori em função de suposições, sob pena de ser injusto com as pessoas e com o seu profissionalismo.

Tenho optimas referências do trabalho realizado pelo Dr Renato Matos em vários dominios e parece-me que o Arq. JJ Silva Garcia que tanto se queixou nos últimos anos dos seus adversários políticos virem para a praça pública atacar a sua honradez, faz agora o mesmo a um seu colega de partido sem razões para tal, por ainda não ser possível avaliar realmente o trabalho da pessoa.

27 abril, 2010 15:01  
Anonymous Anónimo said...

A questão é: o Renato foi ou não nomeado por causa da sua proximidade ao outro Renato e pelo facto de ser do PS?
Ele precisa disto. O que fez foi quase tudo oferecido pelo PS: como secretário de um deputado no parlamento europeu; como vice da governadora civil do porto; como membro da equipa de markting do Ps Madeira...e agora no Hospital de Valongo! Não precisa da política? LOL

27 abril, 2010 19:26  
Blogger J.J.SILVA GARCIA said...

Caro Rouxinol

Você sabe que a questão não é a profissão habitual, num tempo em que, obviamente, importam mais as competências (vocação, genica e capacidade de trabalho, agilidade, sensibilidade real para os temas a tratar, preparação efectiva e experiência comprovada...).
Mas estamos a falar de empregos em serviços públicos, de nós todos...

A questão está na forma como são nomeadas as pessoas (umas mais iguais que outras...) pelo poder vigente para o exercício de funções em empresas do Estado. Não para funções políticas, mas funções de gestão ou, simplesmente para os empregos disponíveis ou que se criam propositadamente...

A questão é política e é ética.
E é preciso dar o exemplo, sobretudo quando se reclama um comportamento responsável aos adversários políticos.

O que pensa que vai acontecer quando, na Câmara Municipal da Póvoa ou na praça pública ele voltar a levantar a voz contra o compadrio, o amiguismo e as vantagens dadas pelo PSD da Póvoa à sua clientela partidária? A situação que criou é boa para ele enquanto representante principal do PS? E será boa para o próprio Partido Socialista? É esta a reflexão útil! Tudo o resto são maneiras de diluir um erro e apresentá-lo como algo de inocente e inofensivo!

Renato está nomeado. Deixou-se nomear. É óbvio que, no interesse de todos, o mínimo que se pode esperar é que se dedique, que aprenda, que se rodeie de bons profissionais e que faça um trabalho que justifique o que vai ganhar.
Que reduza o prejuízo da contradição, com o benefício da acção!

27 abril, 2010 19:40  
Blogger Manuel CD Figueiredo said...

Devemos considerar a questão apresentada como sendo puramente política e, como tal, enquadrada nas funções tradicionais dos partidos políticos, os quais se têm desviado das linhas mestras das suas orientações ideológicas, produrando a qualquer custo ganhar o poder, donde tem resultado perderem-se os objectivos nacionais.
As más práticas são muitas e os resultados são conhecidos!

Neste quadro de permanente desvio de princípios doutrinários e de comportamentos éticos, e de incumprimento da Lei Fundamental da Nação, cabe ao cidadão comum pugnar pela defesa dos interesses da sociedade, em todos os níveis de participação, assumindo particular relevância quando se trata de agentes políticos com responsabilidades acrescidas.

Uma das situações descritas, e muito justamente reprovada pela vereação socialista poveira, trata da adulteração de concursos para admissão de pessoal, satisfazendo o clientelismo, o amiguismo e o favorecimento, com eventual perda de eficácia no desempenho de funções e claras e inequívocas injustiças que afectam todo o eleitorado. Por isso, esteve muitíssimo bem o Dr.Renato Matos - vereador e presidente da comissão política - ao denunciar uma situação a todos os títulos reprovável. Ao fazê-lo, defendeu os ideais do partido que liderou, e deu a entender aos eleitores que em política não vale tudo (aliás, já noutras ocasiões, e por outros motivos, dera irrefutáveis provas de coragem política e de correctos procedimentos.

O outro caso - o centro desta questão - é diferente, sem comparação, de facto, ao anterior, já que não se trata de utilizar um "concurso à medida". Neste ponto, discordo da comparação feita pela Arq.Silva Garcia, mas apenas nesse aspecto.
Tratou-se, ao que julgo saber, de uma nomeação (política), que até pode conformar um acto de reconhecimento politico-partidário (a competência não é posta em causa porque se supõe ter sido avaliada).
Nada pareceria haver de anormal com a nomeação - o modo e o cargo -, dado que essa vem sendo a prática dos governos no poder, com particular incidência, e de gravidade ainda não calculada, por parte do Partido Socialista.
E é neste quadro de desvario político do Partido do Governo que, em meu entender, seria exemplar que o Dr.Renato Matos não tivesse aceite uma tal nomeação. Se assim fosse, seriam os socialistas poveiros a indicarem, à Póvoa e ao País, o sentido das boas práticas e dos bons princípios, como por cá tem sido uso.

28 abril, 2010 10:38  
Anonymous Anónimo said...

Bom, se não são precisos conhecimentos especificos para os lugares de administração qualquer dia os politicos tambem estarão na TAP a voar como comandantes de avião.Por acaso alguem entrava nos aviões? Tamos a brincar ou o quê?
Caro Silva Garcia, está inteiramente certo, o problema não é está no PS uo noutro q.q. partido mas nesta nova geração de politicos profissionais.

29 abril, 2010 00:45  
Blogger Ernesto said...

Laranjinhas? Não é disso que se trata. Apesar que hoje em dia ser rosinha deve de ser motivo de orgulho... é graças aos laranjinhas e aos aos rosinhas que estamos a um passo do abismo.
Nota: também não sou vermelho ou benetton!!!

29 abril, 2010 01:54  
Anonymous anónimo por amizade said...

Sr Silva G:
Antes de mais e para ser claro uma declaração de interesses: não sou socialista mas amigo de Renato Matos.

Agora as minhas considerações, se me é permitido:

1 - acho estranho, grave até, que o Sr. Silva G. que foi vereador, não saiba a distinção entre contratação de funcionários para os quadros duma Câmara Municipal, portanto com vinculo à função pública e uma nomeação de confiança política que se extingue com a mudança de governo.

Ou seja, num caso, as pessoas são CONTRATADAS COM VINCULO À FUNÇÃO PÚBLICA (podendo esse vinculo durar até 20 ou 30 anos) noutro caso são nomeações para cargos que pela sua relevância exigem uma confiança do ministro correspondente e naturalmente se extinguem com o termo de funções desse governo.

Mais grave que não perceber essa diferença é, ardilosamente, colocar "tudo no mesmo saco" para atacar a idoneidade dum companheiro de partido junto da opinião pública.
Feio muito feio Sr. Silva G.

2- Acho estranho que se ataque alguém, goste-se ou não se goste, apenas porque é de um partido político.
Porque é disso afinal que se trata.

O Sr. Silva G. discorda da nomeação do seu companheiro de partido para a Administração do Hospital de Gondomar porque entende ser uma nomeação partidária.

Assim, depreende-se que, se porventura Renato Matos não fosse militante do PS já estaria tudo bem.

Por essa ordem de raciocínio, qualquer cidadão pode concluir que o Sr. Silva G., por ser militante do Partido Socialista é incapaz de qualquer função que extravase a sua formação académica. Nomedadamente a dificil tarefa de ser presidente duma Câmara...

3- Renato Matos já tomou várias posições públicas incómodas para o seu próprio partido.
Sempre se manifestou ser pouco socrático e nunca se coibiu de o manifestar publicamente.
Apoiou Alegre contra Sócrates nas eleições para presidente do ps.

Manifestou-se publicamente contra as portagens, foi mesmo num congresso do ps, contra o seu próprio partido.
Recentemente comunicou apoiar Fernando Nobre à presidência, mesmo contra o seu próprio partido.
Não me parece ser comportamento de um carreirista...

Se quisesse ser carreirista, atendendo à actividade profissional do seu pai, seria bem mais cómodo ser apoiante do poder local, mas desde sempre tem dado a cara corajosamente contra o PSD na Póvoa.

4- Renato Matos, para além do curso de direito, foi um dos melhores alunos no curso de gestão numa das melhores escolas de gestão do país.
Portanto tem habilitações académicas.
Mas mais, por todas as funções que exerceu, privadas ou públicas, deixou um trabalho reconhecido como altamente competente.
Aliás, não ouvi nem li ninguém questionar a honestidade e competência do Renato e esses parecem-me ser atributos essenciais ao bom desempenho de qualquer profissional. (público ou privado)

5- uma pergunta:
Se Renato Matos fizer um bom desempenho como administrador do hospital de Gondomar e certamente que não será difícil avaliar (pelos vistos é actualmente o hospital do país com mais queixas de utentes) qual vai ser a sua reacção? Pedir desculpas? Calar-se? Ou vai continuar a achar que seria melhor a Ministra da Saúde ter nomeado um qualquer desconhecido seu, ainda que incompetente?
A questão é essa Sr. Silva G. a competência das pessoas. Deixe de olhar para o seu dedo e olhe um pouco mais para a lua que diz querer apontar.

Termino com um desabafo:
Como escrevi sou amigo do Renato Matos, não me identifico porque sou da Póvoa e não estou para isso, não quero ser apontado na rua, mas fiz este comentário porque lamento que alguém como o Sr. Silva G, que quando se demitiu das suas funções de vereador, porque publicamente assumiu que estava cansado de ser atacado na praça pública pela comunicação social e pelos seus adversários políticos, agora faça este baixo ataque a um seu companheiro de partido sem razões para tal.
A lua, Sr. Silva, a lua e não o dedo...

29 abril, 2010 02:43  
Anonymous Anónimo said...

"Anónimo por amizade"...com amizade e com tanto empenho a defender o indefensável, misturando tudo, cheira mesmo a Renato, a pai de Renato ou a um outro clone qualquer. A vida é assim...Não ligue Silva Garcia. O sehnor é que tem razão. O país está cheio de espertinhos e os inimigos do PS não são os que têm a coragem de os denunciar, mas sim eles próprios com a sua conduta, que faz descredebilizar a politica. Ao mar com eles...
Luis Matos

29 abril, 2010 09:04  
Blogger J.J.SILVA GARCIA said...

ANÓNIMO POR AMIZADE!!!!

Por amizade a quê?
A verdade não tem medo de se esconder atrás do anonimato!

Sairei momentaneamene do cerne da questão para um comentário indispensável.
"ANÓNIMO POR AMIZADE"? Que nova categoria de conduta é esta? Então acha-se detentor da razão e no direito de dar tratos de polé ao que escrevi e esconde-se atrás do "anonimato amigo"?
Acha que tem razão e que eu fiz uma coisa muito feia ao criticar um comportamento que - queira ou não queira - é uma deriva insensata no plano ético e político, e tem medo de ser apontado na rua? Por ter razão?

Sem anonimato e sem motivos para ser amigo de tal postura, lhe digo que, em tais circunstâncias, o que vem dizer é apenas ruído!

29 abril, 2010 17:25  
Anonymous Anónimo said...

Mas alguém tem dúvidas que ele só foi nomeado por ser próximo de quem, no PS, o podia nomear?
Deixem-se de tretas. Um TACHO é um TACHO!
E, pelo que estamos a ver, depois do parlamento europeu, do governo civil e, agora, do hospital de valongo, não tarda nada e fica com o trem de cozinha completo.
Alberto Novais

29 abril, 2010 17:38  
Anonymous Anónimo said...

Aliado do Sr. Aires e do Sr. Vieira?
Quem? o JJ que, muito bem, denunciou o oportunismo?
Aliado do Sr. Aires Pereira é o Sr. Renato, que ganhando o TACHO enquanto que a gente vai sendo TAXADA, confirmou porque que, desde bem jovem anda pela política. Aliado sim, também, porque lhes deu motivos para se rirem, reduzindo sua capacidade de intervenção.
Como é que no PS não vêm isso?

Rui Marques, Rio de Janeiro, Brasil

30 abril, 2010 08:54  
Anonymous Anónimo said...

ANÓNIMO AMIGO, falaram-me neste post e também vim ver.
É de um completo atrevimento e desatino insinuar que a única alternativa à nomeação do seu amiguinho, seria nomear um incompetente desde que desconhecido! Está a querer dizer que além de Matos e dos que se movem em volta do aparelho do PS, é tudo uma cambada de incompetentes?
E é fantasmagórico alguém achar que ou estamos todos calados a olhar o banquete dos oportunistas ou se falamos o que queremos é incompetência!
Santa paciência!

Teresa

30 abril, 2010 09:00  
Anonymous Anónimo said...

Mas, afinal, por onde andou R.Matos? E quais os tão maravilhosos resultados da acção de R. Matos? Além do último resultdo eleitoral (será que o consseguiu sozinho?) onde estão? O que é que fez afinal de relevante na sua própria profissão e, sobretudo, como gestor, apesar de, pelos vistos, ter sido um bom aluno?
Resultados no Hospital de Valongo? Veremos. É bom mesmo que venham a existir, até porque não será muito difícil consegui-los. Não foi o “amiguinho” encapotado do Renato que afirmou que o Hospital de Valongo está a funcionar muito mal, que é até o hospital do país com maior número de queixas ao Ministério da Saúde? Não será muito complicado, com um bocadinho de disciplina, mudar as coisas, pois não?
Epa, Epa! Já parecem os tipos da PT e da GALP a apontar objectivos básicos, para a seguir dizerem que superaram as expectativas! Não tarda muito e, além da nomeação partidária, ainda vamos ter outro Mexia!
J.M.M.

30 abril, 2010 09:12  
Anonymous Anónimo said...

Caro Arquitecto,
venho de longe a longe ver o seu blog. Faço-o hoje pois soube desta nomeação fantástica do Sr Matos. Há uns meses escrevi-lhe que lamentava que ele estivesse a colher os resultados da credibilidade que claramente conseguiu trazer para a pobreza que é esse partido PS na Póvoa. É credível, ou parece credível. Leio-o com atenção e agrada-me muito, confesso, o parecer que foge do "tacho" como o "Diabo da cruz". O que dirá Luís Gonzaga? E a dra Elvira? Se não estivessem entre nós diríamos que "davam voltas no túmulo"...assim...devem envergonhar-se de ter acompanhado os beijinhos nas peixeiras e os abraços nos compadres. Mas não se envergonhem, APRENDAM! É assim que conseguem evoluir na vida. A advocacia está dificil...é preciso batalhar muito, e acima de tudo é uma maratona. Faz esta corrida de 50 metros e "voilá" ADMINISTRADOR! (o termo até enoja) São todos iguais. Todos. Arquitecto, deixe-se disso, tem toda a razão mas ninguém o ouve, o País está feito para malandros, para oportunistas, ou acha que o estado a que chegamos é mero azar? Admiro-o.

15 junho, 2010 05:58  

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