01 julho 2006

PODER LARANJA E LEI DA ROLHA




Câmara do Porto impõe "lei da rolha" para atribuir subsídios

Instituições têm de assinar contrato que as obriga a "abster-se de criticar publicamente o município". Juristas consideram cláusula ilegal.
A Câmara do Porto decidiu impor regras na atribuição de subsídios, condicionando a sua atribuição à assinatura de um protocolo no qual as instituições ficam impedidas de criticar o município. (...)

in Público 2006.06.30



Jornais de Gaia "obrigados" a cobrirem actividade da câmara

A Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia firmou, no início do ano, um protocolo com sete jornais do concelho, que obriga os órgãos de comunicação a acompanhar "adequadamente os actos públicos bem como toda a actividade da câmara e empresas municipais", conforme se lê no protocolo, agora assinado mas que foi aprovado pelo executivo liderado por Luís Filipe Menezes ainda no mandato anterior. A maioria PSD-CDS votou a favor e o PS votou contra. (...)

in Público 2006.06.30



Na Póvoa não é preciso obrigar a nada

Salvo raras excepções, a subserviência ao Poder estabelecido é uma predisposição cultural...
Sociólogos explicam o fenómeno pelo estado de coma - uns comem tudo e outros, implicita e tacitamente, não comem nada se se portarem mal... -, mas admitem que esta não seja uma questão genética, alimentando a esperança de que um dia será possível a independência de espírito...

16 Comments:

Blogger UNIVERSALEX said...

boa malha

01 julho, 2006 15:31  
Blogger Manuel CD Figueiredo said...

«Com o mal dos outros posso eu bem», ou, «e o que é que isso nos interessa, a nós, poveiros»? Interessa, e muito, porque neste aspecto a Póvoa não é (bom) exemplo para ninguém -e já o foi, nos tempos recuados da «outra senhora»-, porque os sinais negativos são tão evidentes que só não vê quem não quiser mesmo ver.
Há um tempo para tudo na vida, e também aqui seria altura de se fazer uma reflexão (sei que me repito)no sentido de se emendar a mão: é que nem tudo se vende, e nem tudo se compra!
E, mesmo às escondidas e sem protocolos conhecidos, vai-se comprando e vai-se vendendo: ideias, jornais e consciências!

01 julho, 2006 16:00  
Anonymous laranja mecanica said...

A nova criação de laranjinhas é vista no comercio local, uma espécie de borboletas que se afirmam comercio tradicional, a nova onda de borboletas laranjas. Faz lembrar uma altura em que a Associação Comercial era governada por um ourives, que, despachava o assunto à bufetada em plena Praça do Almada ( jornal local) e a que se seguiu uma direcção em que o Presidente nem comerciente ou " industrial" era à cerca de 20 anos. Agora temos a defender o comercio tradicional, umas laranjas borboletas, o palco montado, o ataque cerrado para futuros laranjinhas crescerem , com belos jantares no hotel e vazinhos espalhados na rua, a animação agora é o Batman e o Homem Aranha, e, putos a saltar, enquanto outros espalham sacos com o logotipo da Camara, armando-se em poetas e declamadores, puros e simples coladores de cartazes que escondem a cara em altura de eleições. Será a Póvoa uma Monarquia? É questão que me ponho, vejo Papás preocupados no ensinamento de uma escola que reprovo. Laranjas secas, gente que herdou, não lutou para ser, gente que não entende o esforço de trabalhar no comercio tradicional. Crianças feitas homens por força dos Papás, perdidas em sonhos, e, o que mais me assusta, é saber que vão querer ser as próximas Laranjas Podres locais.

01 julho, 2006 20:58  
Anonymous Marx said...

Duvido de que este espírito controleiro seja exclusivo do Poder Laranja. Pelo contrário, julgo tratar-se de mais um dos tiques da imensa Maioria Cacique que tem governado o poder local em Portugal desde o 25 de Abril. Que, como é sabido, tem as cores do arco-iris...

02 julho, 2006 13:19  
Blogger napontadocais said...

aqui na povoa do mar devia acontecer o mesmo, estou até a pensar criar um jornal só dedicado à Camara da Póvoa, só fotos de obras por inaugurar com foto montagens, só me falta o titulo do jornal, dou alvissaras a quem inventar o nome mais sugestivo

02 julho, 2006 14:16  
Blogger CÁ 70 said...

É verdade, Marx, mas a companhia não apouca a caminhada!
E desta vez se a referência é para a laranja, é porque de abuso de poder alaranjado se trata!

Este tipo de atitudes são reprováveis independentemente dos agentes que as protagonizam.
Por isso, há que o denunciar severamente.
Esta não é, seguramente, uma prática ética e politicamente aceitável.
Mas constitui, inequivocamente, uma postura totalitária intolerável (tomada às escâncaras ou escondida atrás de subtilezas hipócritas)que não dignifica quem a toma e muito menos quem cede a esta chantagem a trocos de uns cobres!

Por isso saúdo os cidadãos e as Instituições do Porto que tiveram a coragem de dizerbem alto a Rui Rio: ASSIM NÃO! NÃO VENDEMOS A ALMA AO DIABO!

J.J.Silva Garcia

02 julho, 2006 20:35  
Anonymous Marx said...

Obviamente, concordo com todas as medidas que combatam quaisquer manipulações, designadamente jornalística. Gostaria de não ver folhas camarárias, brochuras informativas ou mensagens aos munícipes antes de actos eleitorais. O mesmo para outros meios de comunicação e informação, como as rádios locais, por exemplo.

Que, enfim, tudo isto possa e deva ser regulado, estou de acordo. Tal como para, em conformidade com estas notícias, questionar sobre eventuais contratos idênticos da CMPV. Não posso concordar, no entanto, com o evidente maniqueisno de se associar a «LEI DA ROLHA» unicamente ao «PODER LARANJA»!

03 julho, 2006 18:59  
Blogger CÁ FICO said...

IMPOSSIVEL falar a verdade...

.. a Verdade custa muito caro a quem a publicar...

03 julho, 2006 21:46  
Blogger Clave said...

sei que apenas quiz dar ênfase às notícias.
porque todos os poveiros minimamente informados sabem que o poder dos laranjinhas têm pura e simplesmente eliminado quem é contra, senão olhem para as associações, todas elas sbjugadas, os jornais, que só raramente mostram a realidade.

03 julho, 2006 22:55  
Blogger Mário de Sá Peliteiro said...

Já é a segunda vez que aqui concordo com o Marx. Estarei a ficar, depois de velho, Marxista?

Amigo Silva Garcia, infelizmente essas "capacidades governativas" não têm coloração. É claro essas atitudes reprováveis devem ser denunciadas; mas o simples facto de se colorirem opiniões implica, automaticamente, a sua descridibilização, por suspeita de deturpação tendenciosa.

03 julho, 2006 23:44  
Blogger topas said...

Não há nada que o tempo não mude e nós temos tempo!!

http://maistopas.blogspot.com/

04 julho, 2006 00:31  
Blogger CÁ 70 said...

Caro Jorge Peliteiro
Colorir ou não colorir, não é essa a questão essencial, se me permite.
Nem eu tenho uma visão maniqueísta das coisas: bons e maus exemplos existem em toda a parte!
Desta vez a cor é laranja, porque os casos referidos, que estão na ordem do dia, são do poder laranja.
Mas, infelizmente, a côr podia ser qualquer outra: a rosa por exemplo, que nem sempre é flor que se cheire...

A questão essencial é que o poder autárquico está muito contaminado por vícios de um passado caciqueiro, arrogante e antidemorático, que vem desde antes do 25 de Abril. Mentalidades e hábitos que se aprenderam e se matêm apesar de todas as hipocritas declarações de princípios...
E, ou se tem educação, ou não se tem!
Uma coisa é certa, é preciso que os cidadãos com coluna vertebral resistam a estas práticas, não pactuem com elas - mesmo quando possa estar em causa o interesse de organizações não governamentais a que possam estar ligados, ou melhor, sobretudo quando está em causa esse interesse... - e as denunciem!
Esta é a única forma de acabar com os abusos de poder de gente eleita em eleições democráticas, mas que nada sabe de Democracia, e dispõe da coisa pública como se fosse uma mera alfaia da própria quinta!

Os apoios que são concedidos pelas câmaras municipais às organizações da sociedade civil é suportado pelo dinheiro dessa mesma sociedade civil.
O único controlo que as câmaras devem fazer é quanto à forma como é utiilizado esse dinheiro e esses apoios. E esse não é apenas um direito que têm. É um dever: exigir a correcta aplicação dos dinheiros públicos em iniciativas de interesse para a vida da comunidade.
Tudo o que passe disto é uma perigosa deriva ética e legalmente condenável.
Seja feita por quem for!

J.J.Silva Garcia

04 julho, 2006 13:17  
Anonymous jose armindo said...

cARO SR. Votei em si mas estou arrependido. E neste caso, parece-me que é injusto para com alguns (bons) profissionais da praça. E até lhe dao tempo de antena. Terá coragem para publicar isto? Reflectir é preciso e o senhor deve mter férias....

05 julho, 2006 15:15  
Anonymous pobeirinho sem ser pela graça de deus said...

Porque será que nos diários, e tb semanários, alguns, que denunciaram a lei da rolha implicita nos protocolos que as duas câmaras larnaja, a do Porto e a de V.N. de Gaia impuseram a instituições a quem atribuem subsidios, porque será que em nenhum orgão de comunicação denunciante, até agora li, comentários como aqueles que aqui no Blog do rosto da oposição na Póvoa foram feitos?
E então aquele comentário do tal senhor José Armindo, que diz que votou no Arquitecto, mas que agora não o faria, parece que por terv entendido, mal, que o simples facto do Arquitecto criar um post sobre o poder laranja e a lei da rolha, com o se isso fosse uma flasfémia ou heresia, e que os tais atentados tivessem sido feitos pelo autor do Blog, e não pelos militantes Rui Rio e Filipe Meneses. Assim não. Não se consegue discutir. Que eu saiba, publicamente, os casos deste tipo conhecidos, só os da CMPorto e de Gaia. Se alguém souber de outros, naturalmente com provadas como foram estes casos, fale.

07 julho, 2006 04:35  
Blogger Manuel CD Figueiredo said...

Quando o comboio descarrila, tenta-se voltar a por as carruagens nos trilhos, como acaba de fazer o «pobeirinho sem ser pela graça de deus», e assim se poderá continuar o debate sobre um tema que é da maior importância - ou será que algumas pessoas ainda não deram conta disso?

07 julho, 2006 17:14  
Anonymous Pedro Bandeira said...

POrque é que este José Armindo faz um comentário que transpira despeito, de tal modo que parece vir de algum jornalista?
Não vê ele que neste post do que se fala é de subserviência ao poder em sentido lato, que, na Póvoa é mesmo um caso cultural que atinge muita gente, dirigentes associativos, comerciantes, industriais da construção civil, técnicos...e directores de jornais...?
E eu concordo com o Arquitecto!
Mas, como ele tenho esperança que, um dia, não seja assim! Que um dia haja mais cidadania e menos servilismo!

Mas, senhores jornalistas, não se zanguem! Mostrem é que realmente fazem parte das "raras e honrosas excepções" que refere o Arquitecto. Com isso estão dignificar o OFÍCIO de jornalista!

Como se diz na Biblia, "não critiques o cisco no olho do outro, se tens uma tranca no teu"!

07 julho, 2006 18:57  

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