11 fevereiro 2006

UMA ROSA PARA A DINAMARCA
















foto de Pedro Nogueira






A liberdade de expressão é um valor essencial da nossa cultura democrática.
Pela parte que me cabe, não pretendo que este valor seja condicionado, mesmo que, por vezes, se cometa algum excesso. Na verdade, perante esses casos é, de novo a liberdade de expressão que assegura o direito à crítica sobre o que se considerou, com ou sem fundamento, exagerado ou ofensivo.
Uma coisa é certa, o direito à indignação precisa da liberdade de expressão e a violência física contra pessoas e bens não será nunca expressão de liberdade, mas de intolerante cobardia.
É por isso que, apesar do risco dos excessos, prefiro a nossa cultura e o direito inalienável da liberdade de expressão. E prefiro os excessos de liberdade de expressão aos excessos de silêncio das sociedades totalitárias.

Por isso, fez bem a Dinamarca em não apresentar desculpas por acreditar na liberdade de expressão.
E se cada comunidade tem a sua cultura, que deve ser respeitada, também os muçulmanos deveriam aceitar que, na nossa cultura, caricaturar Maomé não contém a intenção de o ofender nem de os ofender.
Afinal, é o radicalismo violento que se ofende a si próprio, quando promove as cenas primitivas a que temos assistido e que só mostram a sua dificuldade em tolerar a diferença.

1 Comments:

Blogger UNIVERSALEX said...

PURA VERDADE!
sem liberdade de expressão não há democracia...

11 fevereiro, 2006 13:04  

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